Role para começar a descida
Nos primeiros 200 metros, a luz solar ainda penetra a água. É aqui que quase toda a vida marinha visível acontece — cardumes, recifes, o brilho verde-azulado familiar.
Entre 200 e 1.000 metros, a luz enfraquece até desaparecer. Criaturas começam a fabricar a própria luz — a bioluminescência deixa de ser exceção e vira linguagem.
Abaixo de 1.000 metros não sobra fóton nenhum vindo de cima. A pressão passa de 100 atmosferas. A vida aqui é lenta, escassa e estranhamente paciente.
A temperatura beira o congelamento. A água pesa sobre tudo como uma decisão definitiva. Menos de 1% dos oceanos foi observado por olhos humanos até aqui.
Este é o ponto mais profundo do planeta habitável. Daqui, só resta subir — e tudo que desceu junto com você começa a fazer sentido, visto de baixo.